Um soldador de 29 anos foi preso na tarde de ontem, suspeito de ter abusado sexualmente do filho de 7 anos. Segundo a mãe da criança, o menino teria ido passar férias na casa do pai entre os dias 16 e 26 de janeiro e voltado com dificuldades de andar, com muito medo, estranho e fazendo cocô sem parar. “Eu achei curioso, porque ele tem a síndrome do intestino preso. Levamos ao médico e o pediatra nos informou que ele não tinha problema intestinal e sim psicológico. Em seguida nos orientou a procurar ajuda, porque alguém o teria estuprado”, disse.
A mãe conta que tentou falar com o filho para saber quem o teria agredido, mas ele negava qualquer tipo de abuso e só foi falar algo quando ela pediu para que ambos fizessem um “pacto da verdade”. “Ele contou que o pai o chamou para tomar banho e após ensaboar as costas dele teria penetrado o pênis em seu ânus.” A mãe ainda disse que a criança chegou a gritar, mas não foi ouvido por ninguém. “Meu filho disse que depois disso foi dormir com a tia na sala e o pai foi para o quarto”, afirmou.
Após o relato do menino, a mãe foi à delegacia e fez o exame de corpo de delito. Segundo a delegada de menores e responsável pelo caso, Lia Valechi, foi constatado que houve o abuso, pois há fissuras no ânus, mas o pai nega que tenha cometido o crime. Em depoimento à delegada, o suspeito disse ser usuário de cocaína e bebida alcoólica. “Ele nega tudo e diz que jamais faria algo assim, mas a criança dá detalhes do caso e disse que o pai teria saído, bebido e voltado”, disse. Segundo a delegada Lia Valechi, o inquérito deve ser concluído em 10 dias.
Irmã do suspeito diz que ele é inocente
Uma das irmãs do suspeito disse que o soldador é inocente e não faria mal ao próprio filho. “Ele ama esse menino mais do que tudo. Eles têm um relacionamento fantástico. Coloco minha mão no fogo por ele. Minha filha de 14 anos mora no mesmo teto que ele, tenho total confiança. Essa mulher está querendo o mal dele”, disse.
Segundo a avó materna do menino de 7 anos, o pai requereu na Justiça o direito de ter visitas regulares. “Nós não confiávamos muito nele e não deixávamos a criança muito tempo com ele. Ele entrou na Justiça em novembro do ano passado e ganhou o direito de passar férias e um fim de semana a cada 15 dias”, disse.
A mãe conta que não chegou a ser casada com o pai da criança, mas moraram juntos quando o menino ainda era bebê, no bairro Cruzeiro do Sul. “Ele fugiu de casa quando meu filho tinha 1 ano e 6 meses. Desde então, tenta vê-lo sempre”, disse.