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Homenagem póstuma a Vanilda Spíndola
As pinturas da artista plástica uberlandense serão expostas na Galeria Ido Finotti até dia 26 de março
Repórter
Atualizada: 23/02/2010 - 19h27min

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“A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade.” A frase da escritora Clarice Lispector retrata com fidelidade o significado de uma obra de arte depois da morte de seu criador. A exposição “Maria pata de leão”, de Vanilda Spíndola, que será aberta hoje, às 20h, na Galeria Ido Finotti, além de homenagear a artista plástica uberlandense, falecida há pouco mais de um mês, serve de alento para os familiares e valoriza o trabalho produzido na cidade.

A exposição não foi criada com o intuito póstumo. Segundo o amigo e um dos curadores de “Maria pata de leão”, João Virmondes, foi a artista quem escolheu as 10 pinturas que ficarão expostas. “Ela já estava hospitalizada e escolheu esses trabalhos. Foi um dos raros momentos de alegria dela durante a doença”, disse Virmondes.

As figuras, em sua maioria em formas femininas, trazem tons sóbrios e terrosos, com traços delicados e expressões místicas. “Maria pata de leão” é o nome de uma das telas e faz parte do acervo do colecionador Celso Queiroz Júnior. “Era a preferida dela. Traduz o espírito de força da Vanilda. Ela era leonina e afetuosa”, disse João Virmondes.

SERVIÇO: A abertura de “Maria pata de leão” acontece hoje, às 20h, na Galeria Ido Finotti, e está aberta à visitação, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, até dia 26 de março. Avenida Anselmo Alves dos Santos, 600, bairro Santa Mônica (anexa ao Centro Administrativo Municipal).

Paixão dividida entre a arte e a culinária

Arquivo pessoal

Vanilda Spíndola selecionou os 10 trabalhos de arte que fazem parte da exposição

Vanilda Spíndola ingressou no curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em 1992, onde foi uma das integrantes do grupo Panela de Expressão 7. Não concluiu o curso, mas ora ou outra dedicava-se à pintura para expressar seus sentimentos. “O quadro ‘Borbulhas de amor’, por exemplo, foi feito numa fase sensível da vida dela, quando perdeu o filho de 5 anos”, disse Vânia Spíndola, irmã da artista. Vanilda faleceu no dia 12 de janeiro, vítima de um câncer de cólon. Deixou dois filhos, três netas e três irmãos - o caçula deles, o cartunista do CORREIO de Uberlândia, Valtênio Spíndola.
As artes eram divididas com a culinária, especificamente doces e chocolates, com os quais Vanilda tirava seu sustento. O dom com as mãos ela herdou da mãe, Djanira Oliveira Spíndola. “As pinturas eram sua essência, mas a labuta pela sobrevivência ela exercia nos chocolates”, afirmou Vânia Spíndola.

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