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O Pantanal visto de outro ângulo
Pelos trilhos que cortam a região, o turista se encanta com tantas belezas
Atualizada: 22/08/2009 - 11h19min

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A região do Pantanal é conhecida por suas belas paisagens e natureza exuberante. A estada no Mato Grosso do Sul reserva surpresas e garante muito lazer em meio à fauna e à flora regionais. Ali, as férias de julho, de dezembro ou qualquer outra época do ano podem ser um misto de nostalgia, ecoturismo e aventura. Uma programação diferenciada, que inclui viagem no Trem do Pantanal, passeios na Gruta do Lago Azul e flutuação no rio Sucuri, em Bonito

Passeios

Divulgação

Na região de Bonito, o turista se encanta com dezenas de piscinas naturais

O programa começa em Campo Grande com ida a Bonito para a realização de passeios. No trajeto já se vê a natureza pantaneira com paisagens indescritíveis, animais silvestres e aves coloridas. Durante o passeio pela Gruta do Lago Azul, pode-se observar um conjunto de formações rochosas que surpreende a todos. O lago impressiona pelo tom azul cristalino de suas águas.

A região de Bonito conta com rios de água transparente para a prática de flutuação, atividade na qual o visitante tem uma vivência diferenciada bem perto dos peixes. Para fazer a flutuação, o visitante, com snorkel e máscara, coloca a cabeça dentro da água e desliza pelo rio Sucuri, por uma hora e meia, enquanto uma infinidade de peixes coloridos começa a surgir. Depois da aventura, uma parada para o descanso e o preparo para a viagem pelo Pantanal Express, ou Trem do Pantanal como é conhecido popularmente.

A dica é da BWT Operadora. O pacote tem valor a partir de R$ 1.133, por pessoa, com hospedagem por duas noites em Bonito e uma em Campo Grande — apartamento duplo, com café da manhã, tíquete para viagem de trem em categoria turística pelo trecho Miranda/Campo Grande — com serviço de bordo, comissário, lanche e refrigerante, além dos passeios em Bonito (www.btwtoperadora.com.br) (www.tremdopantanal.com). Reinaugurado em maio deste ano, o trem oferece aos visitantes mais uma opção de turismo para apreciar as belezas sul-mato-grossenses que se mostram por um novo prisma. O bilhete de trem da BWT Operadora contempla o turista com o passeio pelo trecho Miranda/Campo Grande, com parada em Aquidauana, para um almoço tipicamente regional.

Divulgação

Do alto dá para ver as Salinas formadas na região pantaneira quando a água das inundações baixa

O retorno do Pantanal Express resgatou parte da história do Estado e da memória da gente do Mato Grosso do Sul, principalmente das comunidades situadas ao longo da via férrea, que há anos aguardavam a volta do trem.

São 220 quilômetros de pura nostalgia, em um roteiro emoldurado por algumas das mais belas paisagens do mundo. O Pantanal Express parte de Campo Grande rumo à cidade de Miranda, destino final do trajeto. São aproximadamente sete horas viajando no tempo e percorrendo dezenas de pontos históricos — cada passo testemunhado pela exuberância pantaneira.

Pelas janelas da locomotiva, os viajantes têm a oportunidade de ver araras azuis e outras espécies de aves e animais nativos da região. Durante o trajeto, um espetáculo à parte: os rios Miranda e Aquidauana mostram a perfeição dos caminhos fluviais que cortam as cidades menores.

No retorno de Campo Grande para sua cidade de origem, o turista levará, além da bagagem, lembranças inesquecíveis de um passeio de trem à moda antiga e de atividades em meio a cenários naturais deslumbrantes. O Pantanal Express opera aos sábados, domingos e feriados prolongados.

Atrações do percurso no Trem Pantaneiro

A região pantaneira tem como principais atrativos paisagens, morros, cachoeiras, corredeiras, rios, praias e muito mais. Cada ponto apresenta a rara beleza do Pantanal e muita história pra contar. O embarque acontece na estação de Campo Grande. Acompanhe abaixo algumas das atrações:

Morraria da Serra de Maracaju

Uma grande concentração de locais memoráveis, entre eles: Morro do Chapéu, Morro do Dedão, Bico da Arara, Morro do Paxixi, Cachoeira do Morcego e Corredeira do Morcego.

Rio Aquidauana

Oferece praias, corredeiras e cachoeiras à margem da linha férrea, além de espetáculos que completam o cenário, como a florada dos ipês e a piracema.

Aquidauana 

Parada de 3 horas para almoço.
Aquidauana possui construções de valores histórico-culturais, como a Casa Primavera, além dos casarios que preservam um conjunto arquitetônico original. É a cidade pantaneira mais próxima da capital, a 136 quilômetros. O rio que dá nome à cidade oferece aos turistas safáris fotográficos e boas pescarias. Em suas margens, formam-se bonitas praias, próprias para a prática de esportes aquáticos.

Anastácio

Primeiro núcleo da cidade de Aquidauana implantou-se na margem esquerda do rio do mesmo nome, em terras da Fazenda Santa Maria, transformando-se em município em 1964. Seus principais atrativos são a conhecida Ponte Velha (elo de ligação com Aquidauana) e a bela prainha com área para prática de esportes.

Guia Lopes

A Estação que servia de apoio logístico para a estrada de ferro foi inaugurada como posto km 1.062 em 1930. Na Noroeste do Brasil houve também um trem especial de passageiros com esse nome.

Taunay

Inaugurada em 1912, a Estação de Taunay homenageia o escritor Visconde de Taunay, autor do livro “A Retirada da Laguna”, epopeia da Guerra do Paraguai, ocorrida no Mato Grosso. O Distrito de Taunay detém valor histórico importante para a região, onde a formação social das comunidades indígenas é modelo e referência em âmbito nacional.

Agachi

Inaugurada em 1929, essa estação teve sua economia baseada nas olarias, que chegavam a produzir telhas de até 6 empreendimentos, além de saladeiros (frigoríficos), caieiras (fabricas de cal) e fábricas de cachaça.

Duque Estrada

A Estação de Duque Estrada foi inaugurada em 1938, a 8 quilômetros de Miranda, numa região de planaltos e planícies. Para realizar a passagem da linha férrea, foi preciso abrir um túnel (a céu aberto) numa rocha de aproximadamente 40 metros de extensão. Com a desativação do trem de passageiros, a economia da região passou a basear-se nas fazendas de criação de gado em seu entorno.

Miranda

Junto a outras grandes edificações, a estação ferroviária de Miranda, construída em 1912, é uma das mais antigas do Mato Grosso do Sul. A cidade tornou-se polo turístico graças ao turismo histórico-cultural, urbano e rural associado ao ecoturismo -, além da cavalgada e pesca esportiva. Banhado pelos rios Miranda e Aquidauana, o município mantém características marcantes da vegetação da Serra da Bodoquena, em transição para o bioma Pantanal, o que torna a sua biodiversidade viva e esplendorosa. Com a segunda maior população indígena do Estado, Miranda recebe grande influência da etnia Terena, que contribui para o enriquecimento cultural e artístico da cidade por meio de suas danças, costumes, artesanato e tradições.

Entrada do pantanal

Pantanal do rio Aquidauana  Atingindo os municípios de Aquidauana, Anastácio e Rio Negro, é definido como Alto Pantanal por ser menos afetado pelas enchentes do que os outros pantanais.

Pantanal do rio Negro

Municípios de Aquidauana e Rio Negro - Uma das mais bonitas sub-regiões do Pantanal, onde o acesso por terra na estação da seca, de junho a outubro, proporciona ao turista uma aventura em estrada boiadeira.

Pantanal da Nhecolândia

Conhecido como o coração do Pantanal Sul, essa região tem características bastante típicas: corixós, baías, salinas, campos limpos, bosques e savanas, elementos que fazem parte do habitat natural dos animais silvestres.

Pantanal do rio Miranda

Margeando a BR-262, essa região estende-se até o Pantanal do rio Paraguai sem perder suas características peculiares: uma mistura incrível de matas, savanas e campos inundáveis como brejos, lagoas e vazantes.

Pantanal do Abobral

Cortando os pantanais do Abobral e Nhecolândia, a Estrada Parque - conhecida como estrada velha ou boiadeira - era, até os anos 80, o único acesso por terra à fronteira com a Bolívia.
Hoje é conhecida como Estrada Parque Pantanal, cujo traçado seguia a linha imaginária definida pelo Mal. Cândido Mariano da Silva Rondon quando implantou a linha telegráfica na região sul do Estado denominada Pantanal Mato-grossense. A velha estrada resistiu ao tempo e continuou servindo às comunidades do seu entorno, transformando-se num atrativo turístico graças ao seu valor histórico-cultural e beleza única.

Chegada ao destino final, a Estação Ferroviária de Miranda

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