
Faz muito tempo que não paro diante de um aparelho de TV ligado. Outro dia estava fazendo esteira em uma academia e havia uma dessas telinhas ligadas bem diante dos meus olhos. Era um canal de notícias, pago. Devo ter permanecido menos de dez minutos no exercício e, todas as notícias dadas por uma simpática locutora foram de acidentes, assassinatos, abandono de bebês por mães desesperadas, violência sexual e pedofilia. Fiquei imaginando como está a mente das pessoas que usam várias horas por dia assistindo esse tipo de programa na televisão.
A origem da solução de todos os problemas está na nossa mente. Toda semente plantada produz frutos de sua espécie. Ninguém seria tolo o suficiente para imaginar que uma semente de laranja fosse produzir peras ou jabuticaba. Da mesma forma que damos o combustível para o nosso corpo funcionar através dos alimentos, também alimentamos nossa mente através dos sentidos, principalmente a visão e audição. Sempre que estamos acordados, nossos sentidos registram sons ou imagens que chegam até nós. Muitos deles não temos sequer arbítrio, pois chegam até nós de maneira involuntária, mas temos controle sobre boa parte do que ouvimos e vemos, e sobre isso podemos escolher.
Você pode não se dar contas, mas tudo o que entra em sua mente, acaba de alguma forma sendo armazenado no seu subconsciente. Não somente o que entra, mas também aquilo que é produzido por sua mente. Se produzimos idéias positivas, de sucesso, de amor, de fraternidade, de lealdade, de honestidade, de solidariedade, os frutos produzidos serão das mesmas espécies. Mas se produzimos ou deixamos entrar em nossa mente sentimentos de raiva, ódio, desarmonia, desonestidade, fracasso e tantos outros de fonte externa quanto crimes, estupros, roubalheira e acidentes, tudo isso será armazenado em nosso inconsciente e ele, qual gigante adormecido, está em verdade a espera para apoiar e te ajudar em todos os teus planos e propósitos. De alguma forma, ele não estabelece juízo de valor diante do que é armazenado. Assim, busca ajudar a executa e colocar em prática tudo o que lá for armazenado por ti, quer sejam coisas boas, quer más. Assim, você pode plantar qualquer plano ou meta no teu subconsciente, quer em termos de desenvolvimento pessoal, quer monetário, que ele vai te ajudar a realizá-los. Age primeiro sobre os desejos dominantes, misturados aos sentimentos afetivos, como a fé.
Nos ensina Napoleon Hill, que existem sete emoções positivas principais desejáveis que são o desejo, a fé, o amor, o sexo, o entusiasmo, o romance e a esperança. Em contrapartida, existem outras sete emoções negativas principais que devem ser evitadas a qualquer custo que são o medo, o ciúme, o ódio, a vingança, a ganância, a superstição e a raiva. Ele alerta que emoções positivas e negativas não podem ocupar a mente ao mesmo tempo. Uma ou a outra domina. É responsabilidade sua assegurar-se de que as emoções positivas constituem influência dominante em sua mente. A lei do hábito virá em seu auxílio. É necessário formar o hábito de aplicar e usar as emoções positivas que aos poucos vão dominando a mente tão completamente que as emoções negativas não poderão entrar. Resume dizendo que o subconsciente pode se alimentar de pensamentos fortuitos como pensamentos derrotistas ou pensamentos de sucesso e riqueza. A escolha é sua: os resultados podem ajudá-lo a realizar-se ou a prejudicá-lo. É importante identificar e reconhecer as sete emoções negativas principais e assegurar-se de que não terão possibilidade de criar raízes em sua menta. Ao mesmo tempo, importante reconhecer e dominar, com firmeza, as emoções positivas importantes. Além da mente, faz uso da Inteligência Infinita - Deus, com a qual sua mente pode ser sintonizada, qual aparelho de rádio, tanto transmitindo quanto recebendo. A energia de todo o universo pode ajudar a suas orações a serem atendidas. Dia a dia você pode formar o poder de usar seu poderoso subconsciente para poder controlar os poderosos impulsos primários que estão atrás de cada plano e cada parte da obra. Nunca esqueça que um homem é tão grande quanto a dimensão do seu pensamento. Troque alguns dos seus hábitos. Tire menos tempo para a televisão e mais para a leitura de um bom livro ou para escutar uma Música Barroca. Sua mente vai agradecer, e quanto mais você alimentá-la com sementes boas, melhores serão os frutos que irá colher.

Conta Og Mandino que, há quase mil anos, o Califa de Córdoba, que deu origem ao Califato de Córdoba, que durou de 929 a 1031 d.C., teria escrito quase no final de sua vida:” há mais de cinqüenta anos reino em paz e em vitória, amado por meus súditos, temido por meus inimigos e respeitado por meus aliados. Riquezas e honrarias, poder e prazer, tudo bem atendido às minhas necessidades, mas as bênçãos terrenas não parecem estar desejando a minha felicidade. Nessa situação, enumerei com diligência os dias de felicidade pura e genuína que couberam a meu destino. O total chega a 14 dias”.
Todos querem ser felizes, mas a felicidade é como uma deusa caprichosa que raramente se entrega a quem a procura. Feito uma borboleta arisca, quanto mais corremos para pegá-la, rapidamente foge de nós. Na terceira tentação de Jesus no deserto, relatada no capítulo quarto de S. Mateus, o demônio mostra a Jesus todos os reinos do mundo e a sua glória e lhe diz:” Dar-te-ei tudo isso se, prostrando-te diante de mim, me adorares”. Com freqüência identificamos a felicidade com a riqueza e a satisfação de desejos, principalmente os instintivos. O prazer que a satisfação desses desejos costuma produzir, quase sempre traz uma sensação de bem estar momentânea, identificada por muitos como sendo a felicidade. Como são apenas momentos, buscam desesperadamente satisfazer cada vez a mais desejos e com mais intensidade como se a conseqüência final fosse uma condição permanente de felicidade. Outros, buscam afastar-se de todos os problemas, também identificando erroneamente que assim estão instalando as condições para a deusa da felicidade se instalar e também se frustram. Como nos ensina Louis Binstock, quando o indivíduo tenta fugir do mundo, pode deixar para trás os céus cinzentos do norte, as responsabilidades do emprego, as dívidas e todos os que o aborrecem, mas leva a si mesmo junto. Basicamente, a felicidade depende do que somos como pessoa e não do lugar onde vivemos.
Dentro desse prisma, podemos dizer que os problemas não existem. O que existe sim é a incapacidade em lidar com desafios e adversidades. Talvez essa seja a grande diferença entre um sábio e um tolo. O primeiro aprendeu de forma magnífica a lidar com a maioria das circunstâncias que a vida apresenta de forma harmônica enquanto que o segundo, incapaz que é, deixa-se afetar cada vez mais pela adversidade, aumentando sempre sua desarmonia. Assim, cada indivíduo constrói sua felicidade. Ela não depende de onde você está e muito menos das pessoas ao seu redor. A grande diferença entre o sábio e o tolo não está no tipo de adversidades enfrentadas, mas nas atitudes que cada um tem diante delas. A felicidade depende do modo como cada um lida com as circunstâncias. A chave para encontrá-la está dentro e não fora de cada indivíduo. Isso permite entender porque tantas pessoas em circunstâncias adversas semelhantes, uns conseguem ser felizes e outros não. Assim, é falta de sabedoria buscar a felicidade na posse ou gozo das coisas. Quanto maior o apego aos valores materiais e à satisfação de desejos aumenta também a dificuldade em se manter relações felizes com outras pessoas. Tais indivíduos, quase sempre têm relacionamentos insatisfatórios com suas mulheres e filhos.
Não se deve deduzir que o dinheiro traga sofrimento e muito menos que a pobreza traga a felicidade, pois são as circunstâncias internas e não as externas que controlam essa deusa caprichosa. A felicidade é sempre uma questão pessoal. Um homem sábio nunca deixará que o dinheiro lhe estrague a vida como acontece com tantos milionários. Um indivíduo sábio, pobre ou de classe média, reúne condições para ser feliz, pois a vida é aquilo que a própria pessoa faz.
No famoso inverno de 1929, foi realizada uma reunião no Edgewater Beach Hotel em Chicago nos EUA. Ao redor da mesa estavam o presidente da maior companhia de aço, o presidente da maior companhia de serviços públicos, o presidente da maior companhia de gás, o presidente da Bolsa de Valores de Nova York, um membro do Conselho de Ministros dos Estados Unidos, o maior especulador da Wall Street, o presidente do conselho do maior monopólio do mundo e o presidente do Banco de Depósitos Internacionais. Depois de 25 anos, Charles Schuab estava morto, falido. Samuel Insull era um fugitivo da justiça, sem um vintém. Howard Hopson estava louco. Richard Whitney cumpria pena em Sing Sing. Albert Fall foi perdoado da prisão para que pudesse morrer em casa. Jesse Livermore, Ivan Krueger e Leon Fraser se suicidaram. Devemos tomar cuidado para, na escalada ascendente, não deixarmos na retaguarda os nossos cônjuges e nossos filhos que nos amam e que dependem de nós, pois, do contrário, o sucesso que de corpo e alma nos esforçamos para alcançar pode se tornar rapidamente em algo como pouco mais que cinzas.

A Psicanálise nos mostra as influências do passado em nossas vidas. Jung traz considerações interessantes relacionados com nossos ancestrais nos conceito de arquétipos. Freud nos mostra o quando o tipo de relação que se desenvolve entre o bebê e os pais interfere na vida adulta. São inegáveis todas essas influências em cada indivíduo e são facilmente percebidas na relação clínica com nossos pacientes. De alguma forma, o teor de sanidade mental está relacionado com essas influências. Algumas pessoas se tornam mentalmente gravemente enfermas, e outras são consideradas “normais” e levam uma vida também chamada de “normal”. Sobre esse último grupo, que constitui a maioria, minha experiência clínica e a observação, me fez perceber que grande parte dessas pessoas não apenas relacionada algumas dificuldades pelas quais passaram com os entraves pessoais da vida atual. Mais do que isso, elas as utilizam para justificar insucessos e fracassos.
Atendi no consultório uma oportunidade uma mulher na faixa dos trinta anos, empresária muito bem sucedida, ótima aparência, casada com um homem carinhoso e dedicado e com duas filhas com menos de dez anos lindas e saudáveis. Essa mulher, no entanto, se postulava como uma fracassada e infeliz porque antes de se casar tinha feito dois abortos, pois a gravidez não tinha sido desejada e na época não se sentia em condições de criar as crianças. A vida no momento presente lhe estava ofertando muitas coisas boas, mas ela, presa ao passado, não conseguia ser feliz. Atendi também em outra oportunidade uma mulher com quase quarenta anos que tinha tido uma vida que poderia ser considerada normal pois nascera em um lar onde havia amor e carinho e as condições econômicas eram razoáveis. Tudo correu bem. A única exceção foi que antes dos 10 anos sofreu uma tentativa de violência sexual. Evidente que isso por si só é um acontecimento extremamente traumático e estarrecedor. Essa mulher nunca tinha se casado, tinha grandes dificuldades de relacionamento e de trabalho e justificava tudo isso com o episódio infantil. Essa mulher tinha decidido ser fracassada.
Se você está tendo grandes dificuldades tanto nos relacionamentos afetivos ou no trabalho e sente-se frustrado e infeliz e quando analisa o que está acontecendo relaciona todas esses problemas à uma infância, tanto em termos afetivos quanto econômicos e busca usar esses acontecimentos como justificativas para teu fracasso, saiba que você está usando de auto comiseração para não enfrentar os problemas. Aprendi uma grande lição com Napoleon Hill quando afirma que “ toda adversidade tem, em seu íntimo, a semente de um benefício igual ou maior”. Isso nos faz entender tantos personagens famosos da história da humanidade que tinham sérias deficiências e dificuldades e superaram todas, fazendo delas o grande combustível para a criação e a realização.
Se ainda tem dúvidas, veja a biografia de um Abraham Lincoln- Presidente dos EUA que tinha Síndrome de Marfan, Agatha Christie, escritora e Albert Einstein, que tinham dislexia, Alexander Popo, escritor, que tinha malformação congênita, Andrea Bocelli, cantor, que tem cegueira, Moisés, patriarca Hebreu que era gago, Franklin Roosevelt, grande estadista, que teve poliomielite, Heller Keller, grande educadora, que era cega e surda, Antonio Francisco Lisboa, conhecido como alejadinho, por ter deformações orgânicas, nos deixou esculturas maravilhosas. Além dos problemas orgânicos, muitos deles tiveram infância difícil com sérias carências afetivas e econômicas, mas superaram tudo porque decidiram vencer. Esses são alguns dos personagens famosos na história da humanidade que superaram o passado de adversidades e conseguiram construir o futuro. Milhões de indivíduos anônimos, alguns seus vizinhos ou parentes, têm histórias parecidas de grandes dificuldades vividas na infância ou de deficiências orgânicas ou mentais e que as superaram e ainda fizeram das tragédias o melhor combustível para dar impulso o próprio desenvolvimento.
Hoje estou seguro que as dificuldades do passado, ainda que sejam muitas, não são impedimentos para as realizações e desenvolvimento pessoal. O segredo é fechar as portas do passado e mantê-las fechadas. Quando precisar abri-la, entre nos compartimentos onde as lembranças armazenadas estão relacionadas com o amor, com o carinho, com a proteção, com o bem. Acredite em você. Você é um vencedor. Milhões de espermatozóides disputaram junto com você a maratona da fecundação e advinha quem foi o vencedor? Você. Jim Rohn, grande filósofo de negócios que morreu final do ano passado, diz que a única limitação que de fato pode impedir qualquer tipo de realização são as limitações auto impostas, pois nossa mente nos dá o arbítrio de sermos o que desejarmos ser se estivermos dispostos a pagar o preço. Todos sentem medo, mas a diferença entre quem alcança o sucesso e quem é fracassado é que o primeiro continua a luta apesar do medo e o segundo não. Em qual time você joga? Pode ter certeza, você tem pelo menos três grandes torcedores pelo teu sucesso: Deus, você e eu.
